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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Poesia

O vazio
A solidão
A angústia
Por mais que me matem
Que dilacerem minha carne
E queimem minha alma
Ao menos me reconfortam
Com sua poesia.
Me dão palavras
Às vezes rimas
Mas raramente lágrimas.
Cansei dessas correntes
Frias e solitárias que
Seguram-me nessa roda
Inescrupulosa chamada Vida.

Sempre os mesmo sintomas
Manifestado em diferentes personagens.
Uma novela incessante,
Entediante e angustiante.

Tantos "ante" que nunca
Encontro um Agora.
Sempre um ontem,
Sempre um outrora.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Não!

Não, eu não aguento mais.
Já nem me interesso em tentar aguentar mais.
Tentar pra quê?
Aguentar pra quê?
Cada segundo eu me afundo no nada de ser.
Cada minuto minha existência deixa de existir.
Não sou nem quero ser
Quem te carrega e te sustenta
Na sua busca por prazer.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Blablabla pré REM

Não mudo
Pois pra se mudar tem de ser
Talvez ter
E nada sou
E -quase- nada tenho
Tudo que possuo é meu nome
Além disso
Em nada me reconheço
Na essência de ser
Não entendo
Não mudo
Nem mesmo me conheço

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fiorella


Não sei se é mesmo injustiça.
Só sei que machuca,
e então por egoísmo
grito lágrimas em silêncio.


Talvez a gente guarde
o breve sorriso
que apareceu em nossos semblantes
e que então logo pereceu.


O curto momento.
O curto grito.
Agora em silêncio.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Verdade

Soltei-me novamente das mentiras do mundo.
Vi mais uma vez o rosto distorcido da vida.
Quebrei-me por dentro mais uma vez...
E ainda choro. Ainda tremo.
Pergunto-me se ter os olhos vendados é melhor.
Encontro conforto como resposta,
Mas o que desejo tem outro nome:
Verdade.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Claustrofóbica

Essa asa uma hora tem que soltar.
Não há mais como respirar!
Não tenho espaço, não recebo confiança.
Não há mais paciência.
Quero um caminho meu...
E só meu!
Não tente me alcançar,
Não tente me manipular.
Esqueça ou finja que esqueceu.
Só não tente mais me segurar.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O tempo há muito anda lento...
Cenas da minha vida passam em preto e branco,
Não há mais olhares,
Não há mais sorrisos...
Vultos passam como brisa.
O tudo se transformou em uma completa mentira.
Eu respiro. Eu paro.
Olho ao redor e só vejo manchas...
Manchas do que nunca aconteceu,
do que nunca vai acontecer.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Escrever

Escrevo triste.
Sou triste?
Se escrevesse sobre sonhos,
viagens e amores,
eu seria então feliz?
Não...
Escrevo o triste para ser feliz.
Despejo todo o mal em palavras
que como mágica
transforma uma lágrima
em um riso, um elogio,
uma alegria por fim.

...

Guardo em mim todos seus sorrisos,
Todas suas expressões.
Guardo em mim sua voz,
Seu olhar.
Guardo em mim todo um universo
No qual me perco por tanto te amar.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Se, então.

Se houvesse um instante,
apenas um instante,
em que esses ouvidos estivessem
realmente me ouvindo,
então lhes seria possível compreender,
aquilo tudo que dizem não ver.
Se por apenas um segundo
esses olhos que me rodeiam
vissem, enxergassem
ao invés de apenas mirar,
então lhes seria possível entender.
Se algum dia
- qualquer dia -
esses braços que pendem próximos a mim
ou próximos a qualquer outro
se importassem em nos envolver
e não apenas apontar com seus dedos sujos,
então lhes seria possível salvar
e não julgar,
e não matar.

domingo, 24 de abril de 2011

Tremor

Sinto um tremor iniciar em minhas mãos,
Subir por meus braços e então tomar todo meu corpo.
Sonhos se tornam escuros e sem nexo;
Dias se tornam tormentos
E não há expectativa nenhuma de riso.
O que era alegre,
Hoje não passa de lembrança distante,
Quase ilusão,
Talvez alucinação.
A ideia de felicidade se desfez em outra vida.
Tremo.
Choro.
Grito...
Em silêncio,
No vazio.
Perco o foco, a cabeça gira...
Tudo escuro.
Tudo escuro.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Chance

E o medo se vai
Eu busco no horizonte
Os sonhos que deixei pra trás
Por não saber viver.
E hoje falo de amor,
Pois ontem, eu te digo, amigo,
Que vivi na dor, sem hesitar.
[...]
Os dias correm, somem
E com o tempo não vão voltar,
Só há uma chance pra viver.
Não perca a força, e o sonho,
Não deixe nunca de acreditar
Que tudo vai acontecer.
[...]
Levante as mãos e vai sentir,
O Homem da Cruz a te remir
Olhe pro céu e tente ver,
Há um Deus a espera de você.




Refletir me tira o ar
E o ar já é escasso.
A queda se torna inevitável após algum tempo
E após algum tempo não há mais ninguém para te segurar.
A vida é rara
A vida é frágil
A vida acaba,
E ela acaba quando eu decidir que acaba.
E o fim começa surgir num horizonte não tão distante.
E o que achei que demoraria,
Logo se torna pó.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Não sei.

Quero mudar.
Mudar pra onde?
Mudar pra quê?
Não sei.
Só sei que essa vontade de mudar
preenche agora todo o meu ser.
"E agora, José?"
É só o que me resta.
Essa pergunta que persegue
que cala
que mata.
Não sei.
Quero mudar.
Pra quê?
Jamais saberei.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Para onde?

Para onde foi aquele olhar?
Para onde foram aquelas palavras?
Aquele carinho?
Aquele menino?
Perdi no tempo.
Perdi para alguém que nem conheço.
Perdi e não sei onde,
não sei quando.
E a falta...
Ah, ela me acompanha
nos tropeços amargos
da estrada tortuosa
dos meus dias.

domingo, 24 de outubro de 2010

Há.

Há uma dor.
Uma dor que me corta a alma,
que me cega os olhos,
que me metralha.
Há uma dor.
Há uma dor que traz o fim,
e o fim é rápido,
rápido como um tiro,
um tiro que num instante
o que existia,
agora não há.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Soneto da tristeza

Esta tristeza que me invade sem licença,
E inunda minha frágil alma, que padece,
Tem um poder maior que a mais silente prece,
E deixa-me assim calada, só, infensa!

E quanto mais me calo torna-se mais densa,
Encobre meu olhar e aos poucos me amortece,
Tatua minha tez! E dentro em mim fenece
A luz da esperança, que outrora era extensa!

E com seus fios sem fim tecendo vai seu véu,
Impede-me de ver estrelas lá no céu...
Mergulha-me na noite escura e aveludada!

Sem luz, sem paz, sem força, não enxergo nada,
O meu viver tornou-se eterna madrugada,
Tornei-me só um vulto que se vai ao léu!

- Edir Pina de Barros

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Podridão

Enoja-me pessoas de teu tipo.
Tipo foco demoníaco.
Tipo que falta a essência,
Que falta o caráter.
Ria.
Ria sim dos problemas dos outros.
Pois um dia há de ser você.
Um dia você há de cair
E sofrer com os risos cuspidos
Em tua face deformada pelo veneno.
Ria.
Ria sim.
Pois no riso que se regozija
Da miséria de outrem,
Você há de engasgar em tua prodridão
E fechar teus malditos olhos
Para a efemeridade de tua adolescência.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Por favor, senhores

Por favor, senhores.
Não derrubem uma lágrima,
não soltem um soluço
por minha ausência.
Não gritem aos céus,
mas não cochichem para o inferno.
Guardem seus pêsames
e seus risos;
guardem todos esses sentimentos
nunca sentidos.
Que o brilho do dia ilumine,
que a água do rio passe,
que a vida continue seguida,
corrida em seus passos.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

2

Não penso.
Não sinto.
Há vazio.
Há angústia.
Só silêncio.
Só silêncio.